Portos de Paranaguá e Antonina alcançam índice internacional de ocupação


Os Portos de Paranaguá e Antonina estão dividindo as atenções com outros portos do mundo na Intermodal South América.



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O Porto de Antonina, localizado na cidade de Antonina (a 90 km de distância de Curitiba), administrado pela autarquia estadual – originado pelo decreto 26298 de 23/02/1949, em concessão do Governo Federal ao Governo do Paraná - disponibiliza ao mercado dois terminais portuários: a Ponta do Félix e o Barão de Teffé.


COMPLEXO ESTUÁRIO

O complexo estuário de Paranaguá (25° 10 - 35' S e 48° 20 - 45' W, PR, Brasil) é composto por dois eixos principais ocupados pelas Baías de Laranjeiras, Pinheiros e Guaraqueçaba, na direção NNE-SSW e, pelas Baías de Paranaguá e Antonina, na direção predominantemente W-E. Sua conecção com o oceano se processa através de três canais principais: o da Galheta e o Norte (separados pela Ilha do Mel) e o canal de Superagüi, entre a Ilha das Peças e a Ilha de Superagüi (Mapa). Este sistema abrange uma superfície líquida de 601 Km2 e caracteriza-se geomorfologicamente como um estuário de planície costeira, ocorrendo feições deltáicas (i.e. deltas de maré) em sua desembocadura.


Mapa: Complexo estuário de Paranaguá (PR, Brasil).

A região total abriga um complexo de Unidades de Conservação estaduais e federais, destacando-se: Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (APA), Estação Ecológica de Guaraqueçaba, Área de Relevante Interesse Ecológico das Ilhas do Pinheiro e Pinheirinho, Parque Nacional de Superagüi, Área de Especial Interesse Turístico do Marumbi e Estação Ecológica Ilha do Mel. A importância ecológica do Complexo Estuário da Baía de Paranaguá (CEP) é determinada ainda pela sua grande diversidade de ambientes, incluindo planícies de maré, baixios, ilhas, costões rochosos, marismas, rios de marés (gamboas) e manguezais.

Complexo estuário da baía de Paranaguá com destaque para a área de estudo (baías de antonina e de Paranaguá delimitada pela cidade de Paranaguá).
A região de mangue da Baía de Antonina é apontada como o segundo berçário marinho mais importante do Hemisfério Sul.

Os manguezais funcionam como “habitats” de criação, proteção e alimentação de diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes estuarinos e costeiros, sendo que estes ecossistemas constituem um dos sistemas mais produtivos do mundo. Além de atuarem na regulação dos ciclos químicos, influenciando na manutenção de nutrientes e materiais orgânicos particulados na zona costeira.

A influência da maré é marcante na região, apresentando amplitude média de 2,2 m e caráter predominantemente semi-diurno, embora ocorram desigualdades e efeitos não lineares. Também são comuns alterações anormais do nível médio do mar, principalmente durante o inverno, atribuídas à passagem de frentes frias oceânicas e a ventos fortes, que geram grandes ondas e causam o empilhamento de água na costa.

A intrusão da maré alcança aproximadamente 13 km e a renovação de água do sistema ocorre em 3,5 dias (tempo de fluxo), sendo esta favorecida pelo regime mesotidal e pela reduzida profundidade do sistema. As correntes de maré são fortes, atingindo velocidades máximas de enchente e vazante superiores a, respectivamente, 80 cm s-1 e 90 a 110 cm s-1, o que caracteriza um estuário do tipo positivo.

As Baías de Antonina e Paranaguá (até a desembocadura) abrangem uma área de 256 Km2, volume de 1404 . 106 m3 e possuem profundidades médias e máximas de, respectivamente, 5,4 e 33 m. Os valores extremos registrados para a temperatura da água superficial oscilam entre 17° C (no inverno) e 32° C (no verão) e os gradientes térmicos verticais geralmente não ultrapassam 3° C.


Vista aérea do Porto de Antonina


TERMINAIS BARÃO DE TEFFÉ E PONTA DO FÉLIX

O Terminal Barão de Teffé, de domínio público da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), é composto pelo cais comercial (para navios de até 155m), com calado de 19 pés (5,79m), por dois armazéns (2.436m e 1.056m), e mais balança (100t), para operação de múltiplo uso em área de 256.622,95m².

Em 1999, a INTERPORTOS e APPA firmaram acordo operacional que possibilita movimentação de granéis sólidos (fertilizantes, sal, trigo, etc), pelo sistema de transbordo de navios ao largo. O suporte é dado por duas barcaças (capacidade 5.000t), funil e guindastes (180 t/hora). Esse terminal está disponibilizado para carga geral/contêineres (açúcar, arroz, madeira, pneus, etc).

O Terminal Portuário da Ponta do Félix, privatizado pela APPA, através de arrendamento de 72.000m², possui cais com 360m de extensão - permitindo atracação de 2 navios simultaneamente - e pátio para 2.300 contêineres, com 200 tomadas para contêineres frigoríficos. Dispõe de 3 armazéns para carga geral, um com 2.500m² (capacidade 10000m³) e dois com 3125m² cada (capacidade de 18000m³).

Possui instalações de padrão internacional,engloba o Terminal Frigorificado da Ponta do Félix, a mais moderna instalação da América Latina, com possibilidade de embarcar até 420.000 toneladas de congelados em suas instalações.



ACESSOS AO PORTO DE ANTONINA

Acesso rodoviário

Pela PR-408 e PR-410, que levam a duas rodovias federais, a BR-277 (Paranaguá a Foz do Iguaçu) e a BR-116 (Curitiba a São Paulo).

Acesso marítimo

Pelo Canal da Baía de Paranaguá, com 26,3
pés (8 metros) de profundidade, 5,4 milhas
(10 km) de comprimento e 0,06 milhas métricas
de largura.


INFORMAÇÕES GERAIS

DADOS BÁSICOS
Data de Origem 1996
Administração ADM. P/Autarquia Estadual, ADM. Portos de Paranaguá / Antonina
Endereço Av. Conde de Matarazo, S/NR
Cidade, UF Antonina - PR
Telefone para usuário (41) 3432-1448
Página na Internet http://www.pr.gov.br/portos
Localização Noroeste de baía de Paranaguá
Coordenadas Lat 25°30,1'S Long 48°31'W

ACESSO AO PORTO
Rodoviário BR-277 / BR-116
Ferroviário ALL
Marítimo Canal da Galheta
Hidroviário não há

CANAL DE ACESSO
Largura 220m
Profundidade 4,5m-6,5m

BACIA DE EVOLUÇÃO
Largura 280m
Profundidade 6m

DIMENSÕES DO PORTO
Área Total 8.000m2
Profundidade do cais 6m
Comprimento do cais 62m